Laurel, Mia e Dinah

Há algum tempo atrás, surgiram notícias de que a Warner Brother Television e a CW estão desenvolvendo um piloto para um spin-off do Arrowverse centrado nas mulheres da série. Nós divulgamos isso aqui, mas queríamos falar sobre o quanto esse spin-off faz todo sentido: porque as mulheres de Arrow sempre foram a arma não tão secreta do programa. Há quatro mulheres sobre as quais quero falar: as três mulheres protagonistas do programa proposto e Beth Schwartz, a showrunner de Arrow e quem esperamos que esteja assumindo o reinado da nova série, se ela seguir adiante.

Personagens fortes e complexas sempre tiveram um lugar central em Arrow. Thea (Willa Holland), Felicity (Emily Bett-Rickards), Moira (Susanna Thompson) e Sara (Caity Lotz) receberam camadas profundas e vidas internas que eram tão, se não mais, interessantes do que qualquer um dos homens. A chave para isso, é claro, foi Laurel Lance original. Katie Cassidy Rogers teve uma das jornadas mais interessantes do Arrowverse. Talvez ela esteja apenas atrás de Tom Cavanagh em termos de número de versões diferentes e variações do personagem original.

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Lotz e Cassidy. (CW/Divulgação)

Cassidy Rogers começou a série como Lauren Lance da Terra 1 – quando havia apenas uma Terra para lidar. Ela era ex-namorada de Oliver e atual namorada de Tommy Merlyn (Colin Donnell). Claramente, sua personagem surgiu com a pretensão de ser um interesse romântico de longo prazo para Oliver e também parte de um triângulo amoroso … mas a série não funcionou dessa maneira. Isso lhe permitiu ser mais do que um papel romântico. Laurel perdeu Tommy, permaneceu amiga de Oliver, lutou contra alcoolismo e trauma e com o retorno e subsequente perda de sua irmã (não se preocupe, ela melhorou) e acabou se reinventando como o Canário Negro. Eu realmente amei a jornada de Laurel nas temporadas anteriores. Ela estava bagunçada e com raiva, mas ela cresceu com tudo isso e se tornou muito forte.

Como muitos, fiquei muito abalado ao ver Laurel morrer nas mãos de Damien Dahrk, mas ainda estava feliz por Katie Cassidy Rogers ter ficado no Arrowverse de várias outras formas, antes de ela voltar a desempenhar um papel permanente em Arrow na sexta temporada como Laurel muito mais maligna da Terra 2. Esse novo personagem era mais sombrio em todos os aspectos – eles não a chamam de sereia negra por nada. Mas, com o sabor de uma Laurel original, ela cresceu e mudou e a sétima temporada a viu tentando ser boa e se relacionando com vários membros da equipe.

Cassidy Rogers tem sido uma presença dinâmica nas telas da CW desde que apareceu na terceira temporada de Supernatural, em 2007, e foi maravilhoso vê-la crescer e se desenvolver como atriz. Ela faz parte do DNA de Arrow, e seu personagem tem uma relação complexa com a moralidade e o bem maior – que é sempre um terreno fértil para o drama. Será incrível ver qual será o espaço que a personagem ocupará no universo que Arrow deixou para trás.

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McNamara como Mia. (CW/Divulgação)

Se Laurel é o passado de Arrow, Mia Smoak é o futuro – literalmente. A filha de Oliver Queen e Felicity Smoak entrou em cena na temporada passada e é tão inteligente e precipitada quanto sua mãe e tão forte e teimosa quanto seu pai. Kat McNamara (que eu amei desde Shadow Hunters) realmente brilha no papel e houve um burburinho assim que sua identidade foi revelada que ela deveria assumir o manto do Arqueiro Verde. Mia, assim como seu pai, tem um passado difícil, mas também é forte e capaz de assustar várias pessoas por aí, o que a tornará uma grande sucessora.

Essas duas mulheres são ótimas, porém, vale lembrar, elas já atuaram para o lado mais sombrio do espectro moral no passado. Ambas são equilibradas por Dinah Drake (Juliana Karkavy) ao lado da lei e da ordem. Dinah é a atual Canário Negro, e ela também teve um caminho difícil para assumir o manto. Diferente de Laurel ou Sara Lance, Dinah é uma metahumana com superpoderes reais … que foram comprometidos na sétima temporada, em uma das minhas tramas favoritas para ela. Dinah é alguém que está sempre tentando fazer o bem. Ela é um equilíbrio esperançoso para Mia e Laurel, como se fosse uma combinação dos dois mundos das outras duas personagens. Em Flash, ela atuou do outro lado da lei e construiu uma rede de canários – mulheres que combatem a injustiça, que é uma história que merece ser mais explorada.

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Por fim, esperamos que Beth Schwartz dirija o novo programa. Schwartz começou como assistente de escritora nos primeiros anos de Arrow e trabalhou duro em cada episódio até se tornar showrunner. Sua primeira temporada, a sétima temporada, foi uma das melhores da série, especialmente porque abriu portas para que essas personagens maravilhosas pudessem se desenvolver e, finalmente, receber o destaque que tanto mereciam. Schwartz, é uma das muitas mulheres inteligentes nos bastidores do Arrowverse, que também inclui Sarah Schecter e os outros produtores desta nova série, que terá seu piloto exibido durante a temporada final de Arrow.

De Laurel a Mia, Dinah e todas as outras mulheres do programa, e até Beth Schwartz, essas mulheres prosperaram em Arrow porque é um programa que as permite mudar e evoluir, do mal ao bem, da vítima aos heróis. Essa adaptabilidade e dinamismo mantiveram Arrow interessante ao longo dos anos, e espero que seja algo que as heroínas de Star City mantenham enquanto continuam sua jornada.

E qual poderia ser essa jornada? Bem, especula-se que isso acontecerá no futuro, mas com a chegada de Crise nas Terras Infinitas, que envolverá Barry Allen e as lendas, que têm o hábito de reescrever a história. Laurel é de uma dimensão diferente, então não há realmente regras aqui. Literalmente, tudo é possível neste mundo, então não temos ideia do que a série possa ser. Mas acho que, com essas ótimas atrizes e personagens, com um grande escritor por trás, podemos assumir com segurança que o padrão íncrível que desfrutamos até agora será mantido.