Godzilla II: Rei dos Monstros | Crítica

Godzilla 2: Rei dos Monstros
Godzilla 2: Rei dos Monstros/Warner Bros/Reprodução

Godzilla é uma épica batalha de Titãs. Isso mesmo! Titãs! Aqui essas criaturas místicas representam forças da natureza.

Entrando na onda dos universos expandidos o longa dirigido por Michael Dougherty promete trazer novas sequências para compor sua narrativa.

A sequência de Godzilla (2014) chega com tudo em suas batalhas épicas, no entanto, o roteiro peca ao desenvolver mal as personagens humanas. A história se passa em torno da família Russell cinco anos após os acontecimentos do primeiro filme, mostrando como a dinâmica entre eles mudou resultando em relações fragilizadas. Paralelamente a isto, a agência Monarch descobre a existência de criaturas gigantes adormecidas em diversos pontos do planeta.

Apesar do elenco incrível, com Vera Farmiga interpretando a Dra. Russell, Kyle Chandler no papel de Mark Russell e Millie Bobby Brown como Madison Russell há pouca empatia pelas decisões e ações dos personagens humanos. É difícil e custoso entender as motivações de cada um e há certa incoerência na narrativa, principalmente na finalização do arco da Dra. Russell (não quero dar spoilers!).

Godzilla II: Rei dos Monstros/Warner Bros/Reprodução

O longa consegue entregar o que propõe: lutas de proporções imensas sobre cenários conhecidos, como a cidade de Boston e a Antártida. Além disso, existe um toque de misticismo acrescentado a história de origem dos monstros. Uma das pesquisadoras tenta encontrar respostas para o despertar das criaturas em antigos mitos e lendas, e percebe que os relatos históricos de diversas civilizações dão pistas da razão da existência dos titãs, ou kaijus. A constatação disso se dá em uma cena lindíssima de descoberta submarina. Não menos importantes, os efeitos especiais têm um papel crucial nessa mistura de realidade e fantasia que nos coloca completamente em imersão durante as batalhas épicas.

Sim, os humanos têm um papel menor e até mesmo confuso no longa, mas esta história não é sobre eles, isso é algo que precisa ser estabelecido. Os pontos fortes são as cenas de luta muito bem coreografadas entre os gigantes e cada enquadramento das batalhas parece quase como um quadro vivo. Dá para perceber o cuidado minucioso que a direção de arte teve ao construir cada momento, pensando desde o contraste de cores para diferenciar os kaijus, como o azul que vem de Godzilla no começa do filme, a luz presente na mariposa e o fogo de Ghidorah, até mesmo em detalhes como acrescentar uma cruz escura que contrastasse com o titã de três cabeças de dragão em cima de uma montanha no México.

Godzilla II: Rei dos Monstros
Godzilla II: Rei dos Monstros/Warner Bros/Reprodução

No geral, o filme é incrível se levarmos em conta o ritmo constante das cenas que fazem dele uma ótima proposta de ação. Porém, é difícil ignorar que falta profundidade a trama e para isso seria preciso desenvolver temas que são meramente mencionados, como a importância do equilíbrio das coisas para a existência da vida humana na Terra, o aspecto da força da natureza, as críticas políticas e mesmo questões sobre ‘quem somos’, ‘o que estamos fazendo aqui’ e etc…

Godzilla II: Rei dos Monstros deixa inúmeras pontas soltas no ar propositalmente, desde as cenas mescladas aos créditos como a cena pós-créditos. Nos resta aguardar para ver se teremos mais respostas em um possível Godzilla vs King Kong.

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