MIB: Homens de Preto – Internacional | Crítica

Agente M e Agente H em MIB
MIB: Homens de Preto - Internacional/Sony Pictures/Divulgação

É divertido e cativante, mas o roteiro é insuficiente e entrega uma trama fútil e simplificada

As referências ao enredo original do filme estão com força total no novo longa da franquia. A premissa é simples: uma jovem recruta é colocada com um agente experiente e imediatamente se envolve em um mistério que ameaça o mundo.

Repleto de pistolas cromadas, carros com botões vermelhos, alienígenas convivendo harmoniosamente no nosso mundo, se algum dos personagens dos primeiros filmes estivessem na trama, provavelmente, ouviríamos o quanto a história soa familiar. No entanto, apesar de todos esses elementos que tornaram a franquia tão cativante e tão duradoura, a proposta de “modernizar” a série de filmes acrescentando mulheres ao mundo dos “’homens’ de preto”, é insuficiente e não consegue contar uma boa história para o espectadores. Diversas vezes percebemos um excesso do CGI e mesmo escolhas que comprometem a suspensão da descrença.

(Ainda que o próprio agente H diga que sempre está onde precisa estar, existe um limite de facilitações que podemos aceitar sem comprometer a suspensão da descrença).

Certa noite, os agentes T (Liam Neeson) e H (Chris Hemsworth) enfrentam um ataque na Torre Eiffel, o heroísmo e seu resultado incerto é apresentado em paralelo à história da agente M (Tessa Thompson). Enquanto a garota ainda criança lia “A Breve História do Tempo”, de Stephen Hawking, em seu quarto, uma estranha criatura surpreende seus pais que, com a visita dos agentes MiB, acabam “neutralizados”.

A ocasião foi capaz de marcar para sempre a história de Molly, e ela cresce obcecada por alienígenas e por essa agência oculta, até finalmente conseguir uma chance de ingressar para a equipe. O processo de ingressar no MiB é provavelmente a parte mais interessante que espelha o original, mas enquanto vimos o agente J de Will Smith falhando nos testes e fazendo gracejos, Molly essencialmente se torna Agente M fora da tela, antes de ser enviada para Londres por um período de experiência, depois de impressionar a chefe agência, agente O (Emma Thompson).

Nos atos seguintes, a história caminha através de uma série desinteressante de confusões fáceis e detonações CGI. “Internacional” do título significa que viajamos de Nova York a Londres e Marraquexe, embora a ambientação do nosso trio em cada país pudesse ser alcançada usando uma tela verde.

Além disso, toda a vivacidade que Hemsworth mostrou nos filmes dos Vingadores e no remake dos Caça-Fantasmas não está em lugar algum: tanto o roteiro quanto a direção não souberam colocar o brilho necessário para conseguir uma atuação mais interessante, já Thompson não tem grande momentos em tela, mas pôde fazer um bom trabalho com o material que tinha em mãos.

MIB: Homens de Preto – Internacional/Sony Pictures/Reprodução

O pequeno alienígena Pawny, é uma surpresa agradável em MiB: Homens de Preto – Internacional e só intensifica a força do núcleo de protagonistas. Trazendo mais sarcasmo e acidez, o alien arremata as situações cômicas, dando uma nova identidade a este capítulo de Homens de Preto e, em última instância, provando que a franquia pode sim sobreviver sem o carisma de Will Smith e Tommy Lee Jones.

Apesar da boa química entre Hamsworth e Thompson, a superficialidade e previsibilidade da trama arquitetada por Art Marcum e Matt Holloway leva este MiB a um ponto de inércia dramática, e não falo em termos de tom. Não há engajamento com as personagens porque estão todas lá para cumprirem tipos básicos, e mesmo que a ineptidão de H seja explicada na narrativa, nunca se tem a sensação de que qualquer um deles possui contextos de fundo para arrebatar a audiência e promover uma catarse com as reviravoltas empática da trama. Aliás, reviravoltas que podemos prever de longe.

Saímos da sessão de cinema com uma sensação de vazio narrativo, de que falta densidade para a história. É uma pena que com um universo imenso para ser explorado ele tenha sido mal aproveitado. Não é ruim, mas poderia ser incrível. O longa tinha tudo para ser um ótimo blockbuster e, acima de tudo, contar uma boa história. Nos resta aguardar e ver o que vem por aí dessa franquia que promete ser expandida!

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