Game of Thrones | S08E04 comentado

Game of Thrones/HBO/Reprodução
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O quarto episódio da temporada final de Game of Thrones foi intenso nos jogos políticos e nos mostrou os rumos que a série pretende tomar após a vitória sobre o inimigo central da trama, o Rei da Noite. Vimos a oscilação de Daenerys entre o bom governante e os impulsos próprios dos Targaryens, afinal são “fogo e sangue”.

Algumas questões estão postas quanto à disputa do Trono de Ferro: quem deve governar, Daenerys ou Jon? A mãe dos dragões estaria seguindo os passos de seu pai, o rei louco? Varys será capaz de trair Dany? Vale lembrar o que Tormund diz durante o banquete, que somente “um louco ou um rei” montaria um dragão. Quem é o louco e quem é o rei?

Abertura

Na abertura, em Winterfell podemos ver as instalações da fortaleza um tanto destruídas e o gelo do Rei da Noite que parou naquela região no mapa de Westeros.

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Homenagem aos mortos

No início do episódio, todos estão ocupados em velar os mortos da batalha da noite anterior. Dany sofre com a morte de Jorah, Sansa pela morte de Theon, a Lady de Winterfell coloca um broche do símbolo da casa Stark em seu irmão de criação. Com o sentimento que ronda o ambiente silencioso é possível captar a mensagem sutilmente desenhada neste tributo aos mortos, em uma guerra todos perdem de alguma forma, não se trata apenas de glória. Os limites entre o épico e o trágico tencionam nestas cenas iniciais, pois vemos que todos os sobreviventes irão carregar marcas daquele combate, sejam físicas (vemos Fantasma com a orelha mutilada) ou não.

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Jon Snow, em um discurso fúnebre, lembra que a batalha travada foi entre a morte e os vivos e que os que se foram serão lembrados por toda a humanidade como aqueles que permitiram que a vida pudesse continuar. De certa forma, ao lembrar das pessoas que partiram, Jon ecoa sentimentos que estão presentes na canção de Jenny de Pedrasvelhas.

Os mortos são queimados e a chegada da noite dá início a um banquete.

Banquete

Todos estão em silêncio quando Daenerys chama Gendry e o nomeia Lorde de Ponta Tempestade e, ainda, o torna filho legítimo de Robert Baratheon. Tyrion elogia a estratégia da Mãe dos dragões e afirma que é sábio assegurar um aliado, filho de um rei, que nunca se rebelará.

Sor Davos lamenta não ter conseguido matar Melisandre. Tyrion pergunta o que aconteceu com ela e o cavaleiro responde que ela mesma pode ter se entregado para a morte ou o seu deus da luz o fez, deus que os ajudou e agora se foi. Tyrion lembra que agora resta a luta entre eles mesmos, uma vez que o Outro foi derrotado.

O episódio leva o nome de “o último Stark”, esta parece ser uma busca de Tyrion. Primeiro, quando ele elogia a cadeira de rodas de Bran e o garoto responde que ela é uma criação de Daeron Targaryen de 120 anos atrás para seu filho aleijado, o anão afirma que saber tanto da história será uma útil para o Lorde de Winterfell. Bran responde a afirmação dizendo que não é lorde e que esta não é uma vantagem para ele, pois passa muito tempo no passado e já não tem mais grandes desejos.

Nesta cerimônia de comemoração, o conflito iminente entre Jon Snow e Daenerys começa a ser traçado. Em determinado momento da noite, todos estão celebrando as conquistas do rei do norte, Tormund celebra o fato de Jon ter voltado a vida e montado um dragão. Mas Daenerys se vê sozinha na situação e percebe que ali não tem apoio sem Jon ao seu lado. Novamente a canção de Jenny ecoa sobre os acontecimentos, “no alto dos salões dos reis que se foram Jenny dançava com seus fantasmas”. Parece que o que resta das conquistas da Mãe dos dragões são fantasmas de “reis que se foram” e dos aliados que ela encontrou e perdeu, e fantasmas de pessoas que mais a amaram.

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Em um momento mais descontraído, Tormund lamenta perder Brienne para Jaime, porém logo encontra consolo. Sansa finalmente encontra Cão e os dois conversam. Clegane lembra que a garota Stark nem conseguia olhá-lo tempos atrás, ele diz que nada teria acontecido a ele se tivesse concordado em fugir de Porto Real quando ele sugeriu. Lady de Winterfell responde que se não fosse pelas coisas que passou com Mindinho e Ramsay, ela ainda seria um “passarinho”, como ele costumava se referir a ela.

Gendry que estava a procura de Arya encontra a menina e conta as novidades sobre sua nomeação em Lorde de Ponta Tempestade. Ele se ajoelha e pede ela em casamento e que seja Lady em seu novo castelo. A menina sem rosto não decepciona e não se esquece de quem é, ainda quando criança ela dizia a seu pai que não era uma lady, mas sim uma guerreira. E, nada menos que o esperado, nega o pedido de Gendry, deixando o lorde arrasado.

  • Jaime e Brienne ficam juntos, e o Lannister desejar ficar no Norte.

Finalmente, Jon e Daenerys conversam a respeito da origem Targaryen de Snow. A rainha suplica para que ele não conte nada a ninguém, temendo ter seu poder ameaçado por ele. Mas Jon não quer o trono, ele só deseja contar a verdade para sua família. Dany sabe que a lealdade deles é instável e, por isso, nega o pedido do amado.

Partida de Winterfell

Um conselho se reúne para estabelecer as perdas de cada setor do exército e traçar novas estratégias para o ataque a Porto Real. Sansa lembra a todos que os soldados estão desgastados por conta do combate contra o Rei da Noite, eles precisam de tempo para se fortalecer e recuperar as forças. Jon interrompe e afirma que todos devem seguir os desejos da rainha.

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Quando a reunião termina, Arya declara que os Stark precisam conversar. Na clareira, elas mais uma vez demonstram desconfiança quanto à mãe dos dragões e afirma que eles são uma família e devem permanecer unidos. Jon, por fim, decide contar para suas irmãs sua verdadeira origem sob a promessa de que todos guardem segredo sobre o fato.

Tyrion e Jaime conversam sobre a permanência em Winterfell, quando Sor Bronn irrompe anunciando os planos de Cersei para os dois irmãos. Tyrion oferece Jardim de Cima em troca da lealdade do cavaleiro, mesmo com Jaime relutante, ele aceita a proposta.

  • Cão e Arya estão indo para Porto Real sozinhos antes de todos. Os dois têm assuntos não resolvidos para concluir na capital: provavelmente, Clegane enfim vai se vingar do irmão, Montanha, e Arya vai tentar matar Cersei, a última que resta na sua lista de mortes.

Sansa não confia em Daenerys e, mais uma vez, o fato fica claro quando ela conta para a mão da rainha que Jon tem origem Targaryen e pleno direito ao trono, mesmo que tenha prometido não dizer nada para ninguém. Essa atitude terá consequências que mudará os rumos da batalha pelos sete reinos. A Lady Stark percebe que até mesmo Tyrion teme a rainha e por conta disso ela sugere que pode haver alguém melhor.

  • Tormund e Jon se despedem, ele voltará com os Selvagens para o que sobrou de Castelo Negro e depois para o verdadeiro Norte. Jon pede que o amigo leve Fantasma junto com ele, pois ele já sofreu o bastante indo ao Sul.
  • Sam será pai de um bebê que Gilly está esperando e ele e Jon se despedem.

Os navios de Daenerys chegam a Porto Real

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Depois dos desfechos e despedidas no Norte, o enredo retoma as disputas políticas pelo Trono de Ferro, colocando Varys e Tyrion no centro desta discussão. No navio, o anão recorda que foram quase vinte anos de guerra simplesmente porque Robert Baratheon teve um amor não correspondido. Ele relatou a Varys a informação que Sansa lhe deu e o eunuco ressalta a importância de Jon, como ele é um “herói de guerra” e o povo se sente atraído por ele. O Anão sugere que eles reinem juntos, porém o outro conselheiro evoca o fato de que não é muito bem aceito nos costumes nortenhos a união entre tias e sobrinhos. Além disso, a rainha Targaryen não aceitaria dividir o trono com mais ninguém.

O medo de Daenerys ao marchar para o Norte realmente se concretizou: enquanto seu exército diminuía na luta contra os mortos, Cersei ficou mais forte em Porto Real, inclusive se armou ainda mais para lutar contra os dragões.

Ao chegar à capital, Rhaegal é atingido por três grandes flechas e cai morto no mar. Dany está furiosa, é possível notar o ódio da personagem misturada à dor de perder mais um de seus dragões. No entanto, ela sabe que precisa se retirar para proteger Drogo. Com isso, os navios de Eron Greyjoy massacram a frota marítima da rainha Targaryen.

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Quando todos chegam na praia, náufragos, Verme Cinzento observa que Missandei não está entre eles. Ela foi feita refém por Cersei que convidou a população da capital a se proteger dentro da Fortaleza Vermelha, anunciando que a usurpadora está a caminho. Na verdade, a rainha Lannister sabiamente pretende usar o povo como escudo e, se Dany decidir invadir Porto Real, ela terá que matar milhares de inocentes. Por isso, Cersei ordena que os portões fiquem abertos.

O que sobrou do pequeno exército de Dany se reúne para decidir os próximos passos, ela deseja atacar Porto Real e tomar o poder imediatamente. Varys alerta a rainha sobre os erros que está prestes a cometer.

A Mãe dos dragões se vê cada vez mais solitária e o próprio desenrolar dos acontecimentos nos faz pensar que ela pode estar seguindo os passos do pai desejando queimar culpados e inocentes em seu caminho, mesmo que lute contra isso.

Varys não está convencido de que Daenerys será uma boa rainha. O conselheiro deixa claro em sua conversa com Tyrion que Jon tem uma reinvindicação mais forte: além de ser homem, ele é querido pelo seu povo e, sobretudo, é sensato e comedido em suas ações, ele é a própria encarnação da canção de gelo e fogo. Enquanto que Dany é puro sangue e fogo.

Em Winterfell, Sansa e Brienne recebem notícias das baixas do exército Targaryen na capital. Jaime fica abalado diante da iminência da queda de Cersei. Ele compreende e assume todos os horrores que cometeu pela irmã relatando tudo a Brienne. O Lannister decide abandonar o Norte e retornar para o lado de sua família.

É tocante ver como Daenerys luta contra o destino imposto pelos atos de seus antepassados. Sozinha e contrariada, ela aceita negociar com Cersei em uma tentativa de impedir que a cidade seja tomada por cinzas.

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Tyrion suplica pela rendição da irmã, lembrando mesmo que ela e o filho não precisam morrer. Neste ponto, é impossível não comparar a trajetória da personagem Lannister com a rainha Targaryen, as duas são mulheres desacreditadas que venceram todas as imposições de um mundo opressor. Cersei perdeu seus três filhos e, neste episódio, Daenerys testemunhou a perda de um segundo dragão. Ambas sabem que só pode haver um vencedor nesta guerra, por isso, a decisão da rainha Lannister em pedir que Missandei diga suas últimas palavras. Então, a fiel amiga de Dany enuncia: Dracarys, que em alto valiriano significa ‘queime tudo’. Montanha corta sua cabeça e a mulher despenca de cima dos muros da Fortaleza Vermelha.

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“Queime todos eles”

A quinada da personagem Targaryen neste episódio pode ter sido um tanto espantosa (veja a personagens no primeiro, segundo e terceiro episódio). Ela parece ter passado do ponto em que tentava conquistar a amizade de seus aliados e ouvia seus conselheiros, para um estágio em que se não tomar as rédeas da guerra e demonstrar seu poder, pode ver a conquista do Trono de Ferro ainda mais distante.

Assim como o rei Aerys II se viu ameaçado quando Robert Baratheon começou a vencer várias disputas, Daenerys também parece estar inclinada a recorrer ao seu “fogo vivo”, só que diferente de seu pai, ela ainda tem a Drogo.

Cabe a nós esperar para ver quais serão os rumos que suas ações irão tomar, mas, com a morte de Missandei e Rhaegal, não vai ser fácil conter a fúria da quebradora de correntes.

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