Disque Amiga Para Matar | Crítica (review) – 1ª temporada

Disque Amiga Para Matar Crítica Review
Disque Amiga Para Matar/Netflix/Divulgação

Disque Amiga Para Matar conta a história de Jen (Christina Applegate) e Judy (Linda Cardellini). As duas se conhecem em um grupo de apoio dedicado ao luto, Jen acaba de perder o marido que foi atropelado em uma rodovia e Judy, supostamente, também perdeu seu companheiro.

O par de amigas é completamente o oposto uma da outro, enquanto Judy é animada e positiva, Jen é puro rancor e trabalho, uma encontra na outra um ponto de apoio para superar uma situação difícil como a perda de alguém querido. E, é muito interessante a maneira como essa oposição foi retratada esteticamente em casa cena. Jen sempre veste roupas em tons mais fechados, como cinza, azul escuro e marrom. Já Judy, seu figurino é sempre com cores muito marcantes e claras, como amarelo, laranja e muitas estampas diferentes. Há um momento em que as duas personagens se desentendem e Judy deixa de ir a reunião do grupo de apoio, mas seu lugar no círculo de conversa permanece vazio e atrás dele temos flores coloridas.

Disque Amiga Para Matar/Netflix/Reprodução

Sobretudo, se trata de uma história de duas mulheres apoiando uma a outra em uma comédia sombria, que brinca com os limites de gênero literário. Inclusive, isto é algo que pode causar um certo desconforto para um espectador inexperiente, pois a série não cabe em uma caixa de expectativas, ela passeia entre a comédia e o drama, a tragédia e a hilaridade, o absurdo e a realidade. Todos os elementos de exploração transformam a narrativa em uma obra muito mais rica do que podemos esperar.

Essa vibe do “quase, mas não completamente” é o que mais chama atenção em Disque Amiga Para Matar. Produzida por Adam McKay e Will Ferrell para a Gloria Sanchez Productions, a história de Liz Feldman trabalha duro para equilibrar os impulsos cômicos com assuntos sombrios. A estrutura do espetáculo, que se apoia fortemente em cliffhangers e no charme de suas pistas, mantém o tom enigmático e cada episódio termina com uma intriga imediata o suficiente para nos fazer continuar no capítulo seguinte. No entanto, é preciso dizer que, no final, suas tentativas persistentes de nos surpreender entorpecem o impacto do desfecho geral.

Disque Amiga Para Matar segue Judy e Jen, que se tornam melhores amigas depois de se unirem à profundidade de sua dor e da incapacidade da maioria das pessoas entenderem isso. Jen está furiosa e passa os dias inspecionando os carros pessoas que julga serem suspeitos em busca de provas que possam ligá-los ao atropelamento e fuga que destruiu sua vida. Enquanto isso, as esperanças de Judy por uma família desmoronaram de uma forma que a chocou profundamente, deixando-a vacilante, sem rumo e até com medo do que poderia estar por vir. Sem entrar nas voltas e reviravoltas específicas do programa, é seguro dizer que nem Jen nem Judy estão sendo honestas entre si ou com elas mesmas. Mas enquanto bebem vinho, trocam histórias de momentos mais felizes e encorajam uma a outra a sair de suas zonas de conforto, elas ainda crescem e desenvolvem essa amizade incrível.

Disque Amiga Para Matar/Netflix/Divulgação

É inegavelmente empolgante ver Cardellini e Applegate, dois veteranos da TV que raramente conseguiram papéis dignos de suas habilidades nos últimos anos, se divertem e aproveitarem de um material que pede muito delas. Em qualquer episódio, Judy e Jen podem estar fazendo qualquer coisa, desde tropeçar em uma desventura maluca, até gritar e chorar quando seus passados ​​voltam para assombrá-las. As tentativas desanimadas de Jen de manter sua raiva frente a uma feroz manipulação e Judy tentando lidar com a dor única de combater problemas de infertilidade são particularmente convincentes, e não apenas porque os atores são tão bons em retratá-los. Em um show que retrata amarras e papeis sociais femininos, é tocante ver a narrativa questionando diversos elementos que rondam a maternidade, desde a decisão que Jen toma de não ter mais filhos até o sonho da maternidade nunca alcançada por Judy.

Entretanto, algo que sentimos falta foi um desenvolvimento dos personagens para além de seus traumas. Cardellini, em particular, aproveita ao máximo seu tempo de exibição, tornando Judy empática, mesmo quando toma uma decisão terrível depois de uma outra decisão terrível. Quase todas as personagens estão presas a padrões em loop de suas próprias criações, o que, como a “Boneca Russa” da Netflix provou no começo do ano, é uma boa matéria para histórias se você puder encontrar algo novo a dizer sobre isso. Mas, para fazer isso, Disque Amiga Para Matar precisa quebrar seus próprios laços narrativos primeiro.

Nos últimos anos, parece que houve uma grande mudança nos tipos de shows que estão sendo feitos, com mais anti-heróis femininos na televisão, e séries mais complexas e que contam histórias reais de mulheres reais. Temos um longo caminho a percorrer como mulheres em todas as esferas. Não podemos deixar de mencionar uma outra série incrível, Big Little Lies. Ao que se sabe, Reese Witherspoon havia encontrada o livro que conta a história das mulheres de Monterrey, mas não havia quem quisesse produzi-lo. Então, o único caminho foi ela montar a série por ela mesma e encontrou apoio em outras mulheres para dar vida a essa narrativa e o vimos até então foi uma obra-prima.

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